Autarca de Boticas acusa AGIF de não articular com as autarquias

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O Presidente da Câmara Municipal de Boticas e vogal da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Queiroga, participou esta quarta-feira, dia 13 de setembro, em representação da ANMP, em conjunto com o também membro da ANMP e Presidente da Câmara Municipal de Gondomar, Marco Martins, na Comissão Parlamentar de Administração Pública, Ordenamento do Território e Poder Local, a propósito de uma audiência que pretendeu apurar em que medida foi a articulação entre os municípios e a protecção civil eficaz no planeamento e prevenção dos incêndios rurais nesta época de verão.

O autarca acusou a Agência de Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF) de nunca se ter articulado com as autarquias na elaboração da Carta de Perigosidade de Incêndio Rural, que está suspensa até fim de 2024.

“As reuniões com a AGIF têm sido um bocado violentas”, referiu Fernando Queiroga, acrescentando que “esta entidade impôs os Planos Regionais de Ação sob a ameaça de que, sem esse passo, não haveria verbas”. Fernando Queiroga referiu mesmo que, “caso a Carta de Perigosidade tivesse entrado em vigor, os Municípios do Interior do país veriam comprometida a possibilidade de construírem equipamentos de apoio à agricultura, já que todo o seu território se encontrava em risco máximo”.

O vogal da ANMP afirmou ainda que as palavras proferidas pelo Presidente da AGIF, Tiago Oliveira, “são intoleráveis, são falsas e, portanto, não chega só retratar-se, acho que não é a pessoa que deve ocupar um cargo com esta responsabilidade”, recusando ainda as críticas do responsável da AGIF, que afirmou que os bombeiros eram financiados em função da área ardida.

“No verão discutem-se as cheias e de Inverno discutem-se os incêndios, porque nós também trabalhamos na prevenção e não trabalhamos só no Verão, na época de incêndios”, realçou o autarca acerca do trabalho dos municípios na área da Proteção Civil.

CI_CMB

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